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O que dá brilho ao nosso olhar é a vida que a gente optou por levar. Um olhar iluminado, vivo e sagaz impede que a pessoa envelheça. Olhe-se no espelho. Você tem um olhar de quem estaria disposta a cometer loucuras? Tem que ter. - Martha Medeiros
Se as coisas não mudaram até agora, então deixe as coisas como estão e mude você. - Martha Medeiros
As pessoas mais talentosas, em sua maioria, são as mais modestas, autênticas e sem pose. - Martha Medeiros
Se pudesse, não sofreria mais nenhuma frustração. Mas isso equivaleria a não estar mais disposto a viver. Então, que venham as danadas. Uma de cada vez, que sou forte, mas não duas. - Martha Medeiros
O jeito é curtir nossas escolhas e abandoná-las quando for preciso, mexer e remexer na nossa trajetória, alegrar-se e sofrer, acreditar e descrer, que lá adiante tudo se justificará, tudo dará certo. - Martha Medeiros
Assim como protegemos nossa felicidade, temos também que proteger nossa infelicidade. Não há nada mais desgastante do que uma alegria forçada. Se você está infeliz, recolha-se, não suba ao palco. Disfarçar a dor é dor ainda maior. - Martha Medeiros
- Cachorro-quente.
- Na esteira de bagagens do aeroporto, sua mala estar entre as primeiras a aparecer.
- Receber notícias de um amigo de que você gosta muito e que andava sumido.
- Ter recebido de presente a série inteira de Mad Men para assistir atirada no sofá.
- Numa loja de CDs usados, por um preço irrisório, encontrar discos de Keith Jarret, Tom Waits, Chet Baker e Miles Davis que você já teve em vinil e estupidamente se desfez.
- Livros. Encantar-se por um autor que você não conhecia.
- Num restaurante com os amigos, a última rodada ser brinde da casa.
- Dentro do cinema, não haver ninguém conversando e fazendo barulho com papel de bala e saco de pipoca.
- Revistas TPM, Lola, Bravo, Elle, Vogue, Joyce Pascowitch – revistas de moda, cultura, entretenimento e decoração são sempre um luxo acessível, uma fantasia necessária.
- Lareira.
- Sair bem na foto.
- Passar um fim de semana no Rio.
- Um bom programa de entrevistas na tevê.
- Uma consulta altamente proveitosa na terapia.
- Flores, folhagens, jardins, árvores, montanha.
- Acertarem no presente.
- Taxista que não corre.
- Prazos de validade bem visíveis nos produtos perecíveis.
- Banho quente. Sem pressa pra sair.
- Declaração de amor de filho.
- Declaração de amor do seu amor.
- Conversar longamente com sua melhor amiga. Tomando um vinho tinto, melhor ainda.
- Alguém encontrou e devolveu a carteira que você havia perdido com todos os documentos dentro.
- Barulho de chuva antes de dormir.
- Dia de sol ao acordar.
- Massagem.
- Receber um elogio profissional de alguém que você admira muito.
- Subir na balança e descobrir que emagreceu.
- Check-up que não acusa nenhum distúrbio de saúde.
- Lembrar detalhes de um sonho bom.
- A vibrante pulsação de um show ao vivo.
- Biografias bem escritas de personalidades interessantes.
- Praia com mar de cartão postal.
- Festa boa.
- A luz voltar.
- Um dinheiro extra que você não estava esperando.
- Beijo.
- Sair do dentista ouvindo a recomendação de voltar só dali a um ano.
- Uma noite bem dormida.
- Ter concluído satisfatoriamente todas as pendências da semana.
- Seu time fazer o gol decisivo no último minuto do jogo – é preciso sofrer um pouquinho na vida.
- Coca-Cola. Bombom. Pão com manteiga. Queijo.
- Chorar de rir.
- Quitar uma dívida.
- Rever as obras de um pintor de que você gosta muito.
- Seu cachorro de estimação. Seu gato aninhado em seu colo.
- Identificar suas próprias pequenas felicidades e, mesmo nem tudo dando certo, gostar da vida que leva.”
Martha Medeiros, 22/07/2012

Mas o que vai te fazer falta mesmo, o que vai doer bem fundo, é a saudade dos momentos simples: da sua mãe te chamando pra acordar, do seu pai te levando pela mão, dos desenhos animados com seu irmão, do caminho pra casa com os amigos e a diversão natural, do cheiro que você sentia naquele abraço, da hora certinha em que ele sempre aparecia pra te ver, e como ele te olhava com aquela cara de coitado pra te derreter… - Martha Medeiros
Se era amor? Não era. Era outra coisa. Restou uma dor profunda, mas poética. Estou cega, ou quase isso: tenho uma visão embaraçada do que aconteceu. É algo que estimula minha autocomiseração. Uma inexistência que machucava, mas ninguém morreu. É um velório sem defunto. Eu era daquele homem, ele era meu, e não era amor, então era o que? - Martha Medeiros
Ainda não inventaram um recurso tecnológico para avisar que um homem vai entrar na sua vida e fazer o chão tremer. - Martha Medeiros